segunda-feira, 3 de junho de 2013

Troco.

Já parou pra pensar
quanto tempo a gente perde
querendo dar o troco, querendo ganhar o jogo...
Desonestamente e sem pensar, que o tempo que a gente
perde, procurando troco pra dar é o mesmo tempo que a gente
poderia usar só pra amar?

Você tem que saber, que troco é o que sobra,
e amor é o que transborda.
Quero te dizer que só aceito o troco se for afeto.
Falta de amor, de calor e de cor eu não acho certo.

E, já que não te troco, não quero troco,
não quero sufoco.
Quero nossas fases, nossas frases, esse amor tão louco,
que prefere doce, ao invés de troco.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Dormir.

Há dias que a dor abraça,
a tristeza não passa...
Nenhum calor aquece, e
não adianta fazer prece.
É só dormir que passa.

Há dias que a saudade amassa,
o coração enruga, os olhos embaçam,
o soluço começa e o rosto fica molhado.

Há dias que só dormir adianta, esperar o tempo passar
é a melhor opção.
Não adianta ter dó do coração. Ele tá com sono,
os olhos continuam cansados, a consciência esqueceu de ficar tranquila.

Há dias que não adianta correr,
só dormindo pra esquecer essa falta de acaso,
todo esse descaso, tanta falta...
Tanta falta que o tempo faz.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nexo.

Você quer falar do meu reflexo, discutir sobre o meu nexo. Você é tão normal...
Vamos falar do seu descaso, e não é por acaso que eu estou aqui.
Vamos falar do seu descaso com o nosso caso, eu posso até ser louca, mas não sou tão ruim assim. Coração maluco ama, e também reclama, se sente dor.
Não queira julgar a minha liberdade, isso te torna covarde e não te aproxima mais de mim.
Você não quer abrir mão, desse outro coração que você diz não se importar. E, pra mim quem coleciona corações, não merece, e nem sabe amar.
Eu que não coleciono casos, muito menos seus descasos, me despeço e te deixo aqui. Se você fica, ou vai, não sou eu quem vai decidir. Tô indo sem ninguém me chamar, e acho melhor assim. Não te cuido mais, não te vejo mais, não te amo mais. Sigo eu, e a minha falta de nexo. Mas, pelo menos hoje, o meu travesseiro não vai pesar, e eu vou conseguir dormir.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Bibo

" Se quero afago na alma,
procuro a sua calma.
Não me atrevo a querer tirá-lo dos meus sonhos
Te quero por perto, mesmo com tanto desencontro.

Amei seus olhos, antes mesmo de conhecer o teu corpo
Me dá vontade de caminhar pra te encontrar...

Não gosto de te sentir tão distante, mas,
Te amo outra vez, agora, nesse instante.
Oi! Eu vim pra viver. Eu vim pra ver você."

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Contratempo

Parei no tempo depois de tanto contratempo.
Perdi tanto tempo que nem sei se me lembro.
Esperei tanto tempo pra ver o tempo passar, o tempo chegar e me aconchegar.
Aconchegou, mas já passou.
Eu vi meu tempo passar depois de tanto desafeto.
No tempo de hoje eu tenho uma sala de espelhos, e eu me vejo.
Eu vejo que o tempo não passou por mim.
Eu vejo que o tempo passou pra mim.

domingo, 31 de março de 2013

Chegou.

Chegou o tempo em que os amores pela metade já não são tão divertidos,
o tempo em que um pouquinho de atenção já não preenche, beijos vazios dão náuseas.
Chegou o tempo em que você começa a notar que está cada vez mais em lugares cheios
de pessoas vazias. Nada te soma, nada te subtrai.
Chegou o tempo em que é preciso revirar as gavetas, jogar as coisas e os sentimentos que não servem mais fora.
Chegou o tempo de arriscar. Entrar nesse barquinho parado à sua margem e navegar. Rumo à lugares inteiros, pessoas inteiras, amores e sentimentos completos.
 Chegou o tempo do real, da vida, do valor. Vida de carne, osso e sangue, sem mistificações.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Eu.

De repente eu me cerco de milhares de sensações.
Essas sensações fazem parte de mim, fazem parte desse papel.
Eu lírico, eu cômico, eu tragédia, eu grão de areia, eu vulcão.
Eu silencio, eu grito, eu me apavoro, eu até choro, e eu escrevo.
O meu eu traga as palavras, e a fumaça é poesia.
Poeta é o nome que se dá aos vários "eus" que amam a sua lida, a sua vida,
as amarguras, as gostosuras, os desgostos e a doçura de ser o que é,
de sentir por um, por muitos e por nenhum.